sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Livro em branco



Na penumbra da noite
Sossegadamente
o coração não admite
que a alma se quer nua
num sonho ou desejo
e a memória segue linha a linha
o livro em branco
em que a caneta não pousa
porque os dedos
apenas sentem vazio
tal como os olhos
que olham o infinito da vida
e assim não conclui a escrita.

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